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DOS RUMOS

diário do vento

quinta-feira, 7 de junho de 2012

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Postado por Joaley Almeida às 12:34 Nenhum comentário:
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no presente um andarilho

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Joaley Almeida
Aprendiz brincante daquilo que a intuição conduz, como o canto que fortuito sai pela garganta, magia de boneco de pau e pano, vida que vibra na batucada.
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cachoeira

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meu mestre de mateu

diario do vento

Saudações carissimos:
primeiramente não me responsabilizo por nenhum erro ortografico, semântico, verbal ou gramatical e o que vier por vir.


Já estou em recife a três dias, no primeiro logo apos a chegada com uma noite sem dormir já fui ao interior e vi uma festa de uma pequena cidade onde pude ver um cavalo marinho. Canavial por todo o lado, vi um pedacinho que restou da mata atlantica, o que não durou muito pois logo se vê campos e campos desmatados para o cultivo da cana. Conheci um fabricador de rabeca (põe no chão as rabecas de salustiano) e um mestre de cavalo marinho, pessoas tão simples, de idade, mas incrivelmente joviais. Como uma pessoas que trabalha em um canavial (e sabemos das condições) pode chegar a tal idade com um espirito tão leves, a vida no campo ajuda, mas me arrisco dizer tambêm que a brincadeira tambêm influência e muito. Ah se todos os homens brincassem... No segundo dia soube que teria que arranjar outro local para ficar, esses ultimos dias estão ficando caros. Rebolei na internet para encontrar uma amiga que estava por aqui. Tarde fui conhecer a famosa olinda sem meus anfitriões. Que beleza de cidade historica com brisa de mar, o carnaval te segue subindo e decendo ladeira. Se vim em pernambuco teria de conhecer recife, e foi o que fiz no terceiro dia alem de um corre pra lá um corre pra cá para desenrolar um locar de dormida. cara! andar nesse sol não é mole. Incrivel é recife antigo, eles tem materialmente o registro de tudo, estão muito mais próximos de uma possibilidade de mudança mais conciente do princípio do que nós. É muita divercidade de sons, ritmos, gestos, cores, modos, danças num só local, não dá pra falar no geral porque não cabe.
estou a muito tempo em recife, tenho que ir logo ao interior procurar madeira para bonecos etc e tal. tudo esta indo bem apesar das surpresa que são boas pois nos mantem acordados.

quinta, 07 de fev de 2008

Aqui vou repor os dia atrasados desse diario, com o tempo estarei organizando nos dia certos os acontecimentos.
Nesses dias passados me hospedei na casa do estudante da universidade federal de pernambuco com ajuda de Adriana e Iara, e acho que Lorena teve participação nisso tambêm.
(...)
Elas partiram. Adiantaram o dia da partida e foram para a br, Adriana e Iara com um desfalque: Lorena que partiu com amigos de carro. Foi muito bom ter encontrado Adriana e Iara por aqui logo na mudança de meu abrigo e nos fatos que elas atravessavam, nos fortalecemos juntos.
Consegui ver parte do mamulengo de Babau no centro histórico de recife, comprimentei a familia toda mas não falamos muito no tumulto do fim da apresentação. Adorei ter encontrado rebeca, um anjo que me deu a maior força em juazeiro do norte, falei algumas palavras que faltavam no seu ouvido e respirei bem o seu sorriso de entendimento.
Dois mestres de mamulengo, dois lugares e uma escolha. Thiago Bresani, um amigo mamuengeiro, que conheci em juazeiro do norte me deu informações (ao msn) sobre a praça da boa viagem e um brincante que se apresenta lá que tenho que conhecer. Thiago já vivenciou com zé de vina e desse que poderia me alxiliar, mas ele não se manifestou, nessa vida não temos tempo de chegada mas não dá para ficar esperando, fiz a escolha quando liguei para Zé Lopes no dia 06/02. como teria que esperar, aproveitei a intenet grátis da casa do estudante, atualizei o diário, lavei a roupa suja e escrevi mais algumas linhas.
Por enquanto não tem paisagem apenas preparação para a chegada.

sexta, 08 de fev de 2008

Acordo em meio as picadas de murissocas, deve ser pra lá da meia noite, vou aproveitar para escrever sobre o dia 07/02. Meus companheiros de quarto se foram ficando apenas eu. Recolhi as roupas secas, bati um pandeiro e almocei enlatado. Um poeta que faz matematica chamado Mercinho insistil em comprar meu pandeiro, me deu até telefone de um artesão para que eu podesse comprar outro. como havia me simpatizado com ele e apreciado suas sarcásticas composições em coco até liguei mas o preço tinha almentado. Eu sem pandeiro sou um nada. Acabei por presentea-lo com uma gaita, ficando contente me presenteou seu livro altografado, aceitei desconfiado da qualidade, mas lendo-o me deparei com uma narrativa sem pretenção de ser bonita, forte, baseada em muita realidade que dispara num paragrafo-gatilho e nao para pois ao terminar o texto continuamos com ele por mais tempo. São figuras realmente divertidas as que conheci nesse dia. Um estudante de cênicas interessado em mamulengo, figura caricata com uma voz tranquila chamado Téo. Me presenteou com um livro que tinha publicado seu texto para mamulengo e mais contos, desenhos e poemas do pessoal da casa. distraidamente fez uma cena para comentar a hiperatividade das mãos de Mercinho, eu estava de frente de um bom ator. Trocamos boas ídéias e improvisamos uns sons ao pandeiro, violão caixa e gaita. Bom fazer amizade nesse mundo. agora é esperar o dia amanhecer, pensar na rota, pilhar bagagem no corpo e partir.